sábado, 16 de abril de 2011

 
Em raros momentos após exaurido pelas injustiças, pelas lutas, quase esgotamento mesmo, as vezes pela mesma coisa e sempre pela mesma coisa, a Fé parece se distanciar, mas em seguida numa reação involuntária, imediata lembram-me o dia em que estamos e consequentemente a contagem de nossos dias, o sol que brilha a muito e muito tempo, o girar do globo em seus movimentos que sem eles tantos benefícios não nos seriam permitidos... coisas usuais, presentes, cotidianas como o respirar, o enxergar, o andar, que não nos damos conta de sua complexidade. A capacidade de recriação, sim pois podemos manter a espécie. O favor, a generosidade, a bondade, a graça que recebemos de obtermos nosso alimento, abundante as vezes, diverso, para todos os gostos. E por fim a nossa inteligência, cada vez que entendemos mais, entendemos que cada vez estamos mais longe de chegar seu conhecimento total, nada se compara, sequer aproxima. Essas e tantas outras coisas que definitivamente não tem o dedo humano e muito menos funcionam ao acaso, a Fé não é, definitivamente em mim, nato, algo que quero, cultivo ou busco, ela é plantada, por mais que qualquer força tente negar, contradizer, minar, nada convence mais que o arco iris, há muito poder, firmeza. A primeira aliança que Deus fez com o homem a cerca de 3.500 anos é GARANTIDA ATÉ NOSSOS DIAS, fato por fato, dispensável claro, o cumprimento dessa aliança é o aval da minha Fé. Fico pensando... quem colocou aquilo alí deu um exemplo de muita Fé.


O PODER DE DEUS

         Por muito tempo achei que Deus só se manifestava pelos Seus feitos. Percebi que estava muito enganado, Ele também se manifesta pelo que não faz. Deus também tem o poder de não fazer. Muitos de meus pedidos não foram atendidos por Ele, e lá na frente, as vezes nem tão lá na frente assim, veio o desfecho da situação e ví que foi melhor mesmo Ele não ter me atendido, e ai reconheci também que Sua vontade é sempre boa agradável e perfeita . Imagine se ele atendesse todas nossas vontades quem, na verdade seria o poderoso ?


POR QUE ?


              Assaltantes roubam um carro e acidentalmente junto vai uma criança, que por outro acidente iria cair ficando preso pelo sinto e é arrastada por longos quatro quilômetros e mesmos avisados, eles os assaltantes, não param para resolver o “problema”.
Esse é o caso de João Hélio Fernandes, de seis anos.
             Uma empresa localizada em um andar de um prédio no centro do Rio de janeiro ao fazer uma obra provoca o desabamento de todo o prédio tirando a vida de inúmeras pessoas.
Esse é o caso do prédio de 20 andares que desaba na Cinelândia ocorrido em 25/01/2012.
          Um jovem cheio de vida e com ela toda pela frente, filho de uma conhecida atriz, brincando de skate em um túnel interditado para reparos é atropelado e morto por um dos motoristas que faziam pegas no túnel interditado. Essa historia se torna, pior, sórdida, horrorosa quanto ao seu desdobramento: O pai do criminoso é chamado para negociar suborno aos policiais. Tentativa de apagar evidências levando o carro imediatamente para oficina.
Esse é o caso de Rafael Guimarães, 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. 
Pelo twiter sua irmã, Mariana Belem: "Dor tamanha, que não tem fim. Por que ele, meu Deus? Por que o meu anjo?”.
            Uma mãe que sempre evitou o contado de sua filha com pai, além de perder na justiça esse direito é ainda acusada de alienação parental. O pai passa a ter direito de leva-la, no entanto passa não só abandona-la quando em sua companhia com sinais claros de sujeira fisiológicas e quando a empregada pergunta se pode limpa-la esse pai nega dizendo que o fará, isso não acontece. Posteriormente começam aparecer sinais também claros de tortura sabe-se então que essa criança é amarrada a correntes. As queimaduras apresentadas não é assadura de criança, de suor ou uma fralda que demorou a ser trocada, foi a ferro de passar roupas mesmo. E o desfecho dessa história é com a morte dessa menina. Caso de pouquíssima repercussão. A mãe que não queria a presença do pai na vida dessa criança anteviu, agora se sabe: Tinha seus motivos. Nesse quadro está envolvido o próprio pai, a atual esposa (a madrasta) e um influente tio do tribunal de justiça de uma grande cidade, que se encarrega de agir em pró de seu sobrinho. O pai, que por sua vez também é funcionário do tribunal e que almeja o magistrado. E Deus permitiu mais uma vez. Talvez, quem sabe nesse caso para mostrar que vizinhos ao perceberem irregularidades (sim porque sabiam) como essa não se calem simplesmente para agirem “politicamente corretos” ou com medo de quaisquer outras consequências, ora que denunciassem anonimamente. Talvez também para nos mostrar que pessoas com tanta influência, são reverenciadas, intocáveis são na verdade do grupo (sim porque existe um bocado deles) dos LOUCOS QUE SE DIZEM NORMAIS. E esse pai que almeja o magistrado? E quando efetivamente esse sujeito chegar lá (você tem dúvidas disso?) como será esse magistrado?   Que lei é essa? Que não escutou a mãe, não procurou saber as razões que a levaram afastar a filha do pai. Será que esse caso é mais um caso que se cumpriu a lei mais não se fez justiça? Ou nesse caso cumpriu-se a lei sob a supervisão do seu influente tio?
Ao acordarmos com essas notícias nas rádios, ficamos surpreendidos, resignados, paralisados e em particular aterrorizado. A única reação que temos, acho até involuntária, e nos perguntarmos por que coisas tão absurdas acontecem e, num primeiro momento pensamos ainda porque Deus permite que essas coisas que de fato nos chocam e até nos aterroriza aconteçam.
Na minha curta, rasa, equivocada, insignificante, injusta e petulante interpretação me permito também pela dor em dizer: Se os protagonistas dessas histórias consentissem Deus em suas vidas certamente não teríamos desfechos tão trágicos e, que tá quase tudo errado.
Esse menino que foi arrastado por outros quase também meninos, é um recado claro. Naquilo que estamos nos tornando. Naquilo que somos capazes de fazer: facilitar a circulação e acesso as drogas e aqueles de moral frágil se deixam corromper. E a mais complexa e desigual distribuição de renda deixa pessoas com fome, frio, sem saúde e educação.. Realmente lamento deixar-me convencer por esses meus próprios argumentos. E Deus permite. E muitas vezes, pra gente, com perdas de vidas, que amamos, pois pra Ele, Deus, se a pessoa é salva ele a tem, vivo ou não, aqui ou lá. Então o objetivo somos nós, talvez nem seja para os parentes que sofrem diretamente, alerta é pra gente, pra todos, por isso tanta repercussão. É simples: Algo tem que ser feito e é por nós.
                Num sistema em que fazemos o que queremos e não o que nos é permitido, num sistema que iniciamos ou fazemos as obras para depois pedir a licença aos órgãos correspondentes. Esse é o certo ? As pessoas ligadas a esse processo sabem do que falo. O estado dá a dificuldade para vender a facilidade, não se consegue uma licença de obra sem a figura de um despachante que conheça o sistema e suas configurações. O resultado não pode ser outro. Ouço sempre que não há pessoal suficiente para fiscalizar, e o pouco de pessoal existente fiscalizam ? Moro há 15 anos numa região com intenso crescimento imobiliário, sabe quantas vezes um ví um carro de fiscalização aqui? Duas vezes, em quinze anos.

                 Se o atropelamento desse rapaz fosse de um anônimo saberíamos desse amargo e desastroso desdobramento? Tudo o que foi desvendado como corrupção, a frieza do atropelador o planejamento de seu pai na tentativa de encobrimento de evidências e tudo mais. A repercussão seria tanta se fosse filho de um cidadão desconhecido ? Sinto-me mal em permitir e essa conclusão, mas repito: Deus permite. E muitas vezes, pra gente, com perdas de vidas, que amamos. É simples: Algo tem que ser feito e é por nós.