Em vez de praça, é verdade não tinha praça, já imaginou uma cidade
do interior sem praça ? Onde normalmente as pessoas se encontram pra conversar,
namorar, brincar! Pois é a minha não tinha e não tem até hoje. Mas tem outras
coisas. Tem uma velha estação que não funciona como estação, mas serve para nos
reunirmos. Mas o gostoso não era e não é até hoje a tal estação, ou talvez se
tivesse uma praça não seria tal gostoso como o MURO! Ahhhh
sim, esse sim é gostoso. Pra você ter uma ideia o que representa esse
muro, reencontrei uma amiga que perdemos o contato por 30 anos e não é que ela
lembrou do muro. Definir o que ele representava naquela cidadezinha é complexo,
a começar pela parte física. Quando se fala num muro, o que imaginamos? Algo
para proteger, separar, cercar uma propriedade. Mas não, não é assim. O muro na
verdade era um muro sim, mas de meia altura, que divide um desnível entre a rua
e a via férrea, ao longo de quase todo o centro da cidade, então você pode
pensar que o mura era muito grande, não cidade é que é pequena mesmo. Antes,
bem antes, desconfortável, em partes até desnivelado faltando algumas pedras,
era de pedras e os jeans ficava todo puído, agora já nos moldes para sentarmos
mesmo. E ele era uma espécie de baixo bairro. A noite sentávamos ali, pra conversar,
jogar, namorar e alguns beberem e, isso lembre-se a noite. De dia sem sol
também, quando muito sol, concentrava-nos em baixo das árvores, amendoeiras, mangueiras
e um flamboyant plantada pelo meu pai. Nesse cenário não posso deixar de citar
um personagem, hoje percebo, a parte negativa desse cenário: O político da cidade.
Na minha época com aproximadamente uns quarenta anos. Aos domingos pegava
aquela cadeira com pé arcado que fica balançando, comprava todos os jornais,
que pela época acho que só tinha três e sentava ali. O sujeito lia até os
classificados, acreditem: O sujeito sabia a cotação de venda e aluguel de
imóveis de toda zona sul do Rio de janeiro. Claro, bem esclarecido. Informado
sabia a vida de todo congresso matérias em trâmite e as que tinham sido
aprovadas ou não, enfim, o cenário político na ponta da língua, conhecia todos
os políticos da região e do cenário nacional. Conhecia e sabia da vida de todos
na pequena cidade, o que faziam, quantos filhos tinham e tudo isso bem
atualizado, quem estava doente e quem já tinha melhorado. Cumprimentava as
pessoas assim: Bom dia fulano, como vai seu pai, ele já melhorou? Ou então: Bom
dia fulano, como vai seu filho? Já está trabalhando? Claro, sabia quem votava
ou não. Este fdp não fazia nada pra ninguém, nunca trabalhou e vivia conversando
com as pessoas o dia inteiro e ia até muito tarde. Suas conversas normalmente
começam ao pé do ouvido e subia ao tom de um discurso, acho que no mesmo nível
de álcool ingerido. Suas frases
começavam audíveis e terminadas sem que entendêssemos nada. E assim fazia sua
política Sustentando-se como funcionário de uma estatal. Na época achava-o
engraçado, mas hoje percebo que era um protótipo do que estava por vir. Ninguém
me tira da cabeça que aquele político da PRAÇA É NOSSA foi inspirado nesse
desgraçado !
Falo então amigos é do José ... bem falar seu nome seria um
desrespeito a sua família, que hoje lá ainda reside.
VAI TER IMPEACHMENT
VAI TER IMPEACHMENT
Em tempo de impeachment, de crise política não há como ficar
alheio a tudo isso. Curiosamente a mídia nos colocou na mesma situação de novo.
Voce é contra ou a favor. Nem o rádio, você escuta ou não, pois não há outro
assunto, afinal o pais parou. O mesmo acontece com a tv, você vê ou não, você sabe
ou não. E ai como não sou, nunca fui e nunca serei votante do PT, passei lógico
a escutar tanto a Dilma, quanto o Lula. E além do cenário ridículo, raso, rasteiro,
curto, da encenação que somos obrigados a engolir desses canalhas, percebi
porque chegamos ao fundo do poço, o Brasil que era conhecido como o pais do
futebol, do açúcar do café e muitas outras coisas que nos alegravam, infelizmente
reescreveram a história e nos tornaram conhecidos como o país da corrupção.
Apesar de ricos, bem sucedidos e outrora poderosos são burros. Fomos governados
anos por burros, verdadeiros imbecis. A Dilma que na sua esfera intelectual não
encontrou e não encontra outro argumento que não seja o “não vai ter golpe” e
não vai ter mesmo. Ela parece uma criança birrenta batendo o pé tentando convencer
na base da insistência aquilo que quer. Em vão né amigos, longínquo cidadão
entendido de política já sei: Você perdeu Dilma, vai ser impedida.
Se ela acha que a votação do congresso, que o supremo
tribunal, que a OAB quer tira-la na base do golpe, faltou ela dizer qual seu conceito
de golpe. Qual seu entendimento das instituições trabalhando perfeitamente, qual
seu conceito de democracia ? Indo além, porque aceita todo esse RITO ? GOLPE
não tem rito tem truculência.
O Lula, que demorou tanto a alcançar seu objetivo, talvez
tenha demorado tanto pela mesma razão que o levou a não ter êxito nesse
momento: A de tirar a Dilma do impedimento. Apesar, repito pra ele também, de
agora rico, e consequentemente bem sucedido e algum dia poderoso, além de burro
e esse entrou na fila algumas vezes. Tentou usar o dom que o levou a liderança
sindical, o da boa fala. Realmente, fala bem, não o português porque esse é
assassinado quase que em cada frase, mas, apesar, de se fazer entender. Só que,
não adianta esse dom se o QI é baixo. Não adianta esse dom poderoso se o poder
de alcance chega nas pessoas, nas camadas sociais, que nesse momento não faz
diferença, talvez se o impeachment fosse por plebiscito, teríamos sim risco de
perdermos.
As pessoas que fazem diferença nesse momento apesar de serem
também alcançadas por essa fala e entenderem nas três primeiras palavras o que
ele quer dizer numa folha inteira, parte delas são esclarecidas o suficiente, a
outra parcela já se esclareceram o suficiente, e ainda tem aqueles que pelos
fatos, pela história que ele construiu ( sim porque amigos a história está
sendo escrita, e eles parecem que não sabem, se sabem pelo menos nesse momento,
pra eles não importa. Convém lembrar que a história que escreveram é: Foi o
governo mais corrupto de nossa história ) perdeu a afinidade, como é o caso de
própria Marina Silva que quando começou a sentir o mau cheiro viu que lá não
era seu lugar. E ai restou aqueles que ainda estão indo para as ruas de vermelho, em
vão, ou que estão no plenário também em vão tentando sei lá o que, também em
vão. Lembrei a tempo de dois grupos: daqueles que por interesse continuam na
luta, e daqueles como o cônjuge traído: Não acredita na traição. Vai acreditar
eternamente que seu cônjuge é um santo.
Vai ter impedimento, aposto que vai.
16/04/2016
16/04/2016
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